Marcopolo emprega 290 PCD's no programa Envolver - por Ana Demoliner
Enquanto algumas empresas na cidade alegam dificuldades para conseguir cumprir a Lei 8.213/91 (que prevê que organizações com mais de 100 trabalhadores devem cumprir uma cota de Pessoas Com Deficiência), outras cumprem o número previsto e vão além.
A Marcopolo, empresa caxiense fabricante de carrocerias de ônibus, emprega 290 PCD's no seu programa de inclusão chamado Envolver. Tendo como alguns de seus objetivos possibilitar a igualdade de oportunidades de qualificação profissional e perceber a pessoa com deficiência como um trabalhador capaz, com necessidade de autorrealização, o programa existe nos moldes atuais desde janeiro de 2008.
Osmar Piola, gerente de Recursos Humanos da Marcopolo, conta que o projeto oportuniza a inclusão de todos os tipos de deficiência (visual, auditiva, física, mental, reabilitação e múltiplas).
— Fizemos um diagnóstico de todo o desenho físico dos locais de trabalho e os adequamos para receber bem a pessoa com deficiência.
A contratação é realizada após testes de seleção adequados ao deficiente e aplicados pela agência recrutadora. Depois de serem efetivados, os PCD's passam pela Escola de Formação Profissional da Marcopolo e pelos processos de capacitação.
— Eles ficam na escola até estarem preparados para assumir suas funções. Tem gente que fica três meses, tem gente que fica oito... — explica Piola.
Na empresa há 10 anos, o deficiente físico Iverissius Antunes da Silva, 31, acredita que programas de inclusão são fundamentais para dar oportunidades aos PCD's.
— Todo tipo de incentivo é importante. Nunca me senti diferente de ninguém, mas tem deficiente que se torna mais deficiente por se sentir excluído de todo mundo.
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